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Blog do Dr. Valdinar M. de Souza
 


Homenagem Póstuma ao Amigo Antônio Sebastião Arenhart

Às 14h47 de hoje, 13 de dezembro de 2017, tomei conhecimento, pelo Messenger, aplicativo do Facebook, do falecimento do meu amigo Dr. Antônio Sebastião Arenhart, que assinava sempre Antônio S. Arenhart. Era advogado, contabilista e professor, inteligente, estudioso, honesto e muito trabalhador.

 

Foi o Cicero Cleuto Abreu Oliveira, meu primo por afinidade, quem me avisou. Lacônica, dizia a mensagem: “Boa tarde... Comunico o falecimento do Dr. Antônio.” O Cicero, também seu amigo, sabia da minha estima por ele, motivo por que logo se lembrou de me avisar.

 

Conheci o Dr. Antônio S. Arenhart, em janeiro de 1981, quando eu trabalhava com o meu tio materno Hiram Monteiro da Silva, no Posto Fiscal Estadual de Xinguara. Ele fora, como contabilista, ao posto fiscal, pegar um talão de Documento de Arrecadação Estadual (DAE), ocasião em que o atendi. E nasceu daí a nossa grande e duradoura amizade.

 

Dr. Antônio Arenhart, aliás, foi o primeiro advogado com quem tive contato na vida, razão por que – tal qual o Dr. Flávio Vicente Guimarães, que eu conheceria anos depois, em 1985, e também se tornaria meu grande amigo, além de irmão de ideal maçônico – muito influenciou na minha decisão pelo curso de Direito, já que eu hesitava entre decidir-me pela Contabilidade ou pelo Direito.

 

Anos depois – em 1995, para ser exato –, ele seria meu professor no primeiro ano do curso técnico de Contabilidade, meu segundo curso de ensino médio. Sempre me admirou e respeitou muito. Dizia que eu era um aluno que sabia mais do que o professor e, por isso, ele não sabia a razão por que eu estava ali estudando. Já falei da nossa amizade e desse elogio na crônica Viagens e leituras ou releituras, escrita e publicada em 18 de maio de 2013.

 

Pois bem. Morando eu em Marabá e ele em Xinguara, há anos não nos víamos, a despeito da amizade sincera que nos ligava. A última vez em que o vi, foi no dia 31 de março de 2012, em Xinguara, encontro ao qual me refiro na já citada crônica Viagens e leituras ou releituras.

 

Que pena! Hoje, de madrugada, ele nos deixou a nós todos, seus parentes, amigos, ex-alunos e colegas de profissão. É, assim, mais uma pessoa de Xinguara a quem eu muito estimava que parte para a eternidade! E – o que me aumenta sobremaneira a tristeza –, por motivos alheios à minha vontade, não lhe poderei prestar a última homenagem de corpo presente, participando do velório e do sepultamento.

 

Assim, para encerrar esta crônica de singela homenagem póstuma ao meu amigo, faço minhas as palavras de Críton, no Fédon, sobre a morte de Sócrates: “Eu também não me contive: chorei à lágrima viva. Cobrindo a cabeça, lastimei o meu infortúnio; sim, não era sua desgraça que eu chorava, mas a minha própria sorte, por ver de que espécie de amigo me veria privado” (PLATÃO, Fédon, 117c). 

 

Adeus, amigo!



Escrito por Dr. Valdinar M. de Souza às 02h20
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