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Blog do Dr. Valdinar M. de Souza
 


MARABÁ JÁ NÃO É TÃO PROVINCIANA

Marabá já não é tão provinciana, e eu, amando-a como a amo, tenho gosto nisso. Fico feliz por vê-la crescer a passos largos, desenvolver-se cotidianamente, a despeito das nossas dificuldades (mazelas mesmo, embora a palavra já me pareça tão gasta). Temos problemas, sim, e muitos, como os têm todas as cidades. Isso, contudo, pela razão mesma de ser – comum a todas as cidades, diga-se de passagem – é normal, conquanto, bom é que também se diga, normal não seja necessariamente o que acontece com mais frequência. Isso é frequência, normalidade é outra coisa. 

Omito propositadamente o dia e o ano, mas estou em fevereiro de 2000 e lá vai cacetada. Foi um dia normal até agora, graças a Deus. Acordei, às 5h20, para ser exato, porque a Câmelha, minha mulher, viajou para Belém, no ônibus das 6 horas. Às 6h55, saí para a caminhada que venho fazendo diariamente, no Aeroporto de Marabá “João Correa da Rocha”. Hoje foi a primeira vez que caminhei pela manhã: nos dias anteriores o tenho feito à tarde, cerca de uma hora e alguns minutos, quase duas, entre as 16 e as 18 horas. 

Caminhar no aeroporto é, para mim, um ato poético. Caminho, cada vez, com muito prazer, contemplando a natureza, a decolagem e aterrissagem dos aviões, as pessoa ao meu redor – que, como eu, estão a caminhar –, enfim o pôr ou, conforme o caso, o nascer do sol. Por tudo isso, para mim, é melhor e muito mais agradável a caminhada à tarde, quando há mais pessoas caminhando, mais aviões subindo e descendo, e assim por diante. 

Nascido em São Domingos do Araguaia (à época, lugarejo de uma única rua; hoje, pacata cidadezinha do interior do Pará), fui criado e vivi grande parte da minha vida na zona rural. Daí vem a minha relação apaixonada com a natureza, muito notadamente com o pôr e o nascer do sol, ambos indizivelmente belos, conquanto muito diferentes entre si. É muito bom – para dizer o mínimo – contemplar, calado e absorto, o nascer e, principalmente, o pôr do sol. É maravilhoso! Sempre tive a impressão de que ao pôr do sol a natureza toda se ajoelha para conversar com o Criador e Mantenedor do Universo. 

 Pois bem. Cheguei da caminhada às 9h5. Tomei banho, fiz a refeição matutina (shake, chás e tabletes da Herbalife), tomei a medicação cardiológica de uso contínuo e vim para o computador, meu velho e querido desk top, acessar o Facebook, para registrar minha alegria desta manhã, meu estado de espírito. O computador, a informática, o celular e a internet são maravilhas com que – mais do que presentear – a ciência e a tecnologia galardoam o ser humano do meu tempo. 

Fica, pois, registrado. Estou feliz no momento em que escrevo. Espero que essa alegria e felicidade perdurem por todo o restante do dia, um dia de realizações, de muita produtividade e de bom relacionamento com o semelhante, sem que eu prejudique nem seja prejudicado. Que ninguém me julgue erradamente – confundindo altivez com arrogância – pois não sou arrogante: tento tão somente ser altivo. 

Quero crescer com Marabá, que já não é tão provinciana.



Escrito por Dr. Valdinar M. de Souza às 23h34
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