REGISTRO
São 22h26 de 31 de agosto de 2009. Estou em casa, estudando, como costumo fazer a esta hora todos os dias, quando isso me é possível. Há um ano, dia 31 de agosto de 2008, nesta hora, estava internado no Hospital Climec, onde dera entrada à tarde, com hipertensão e dispneia. Na época, meu problema cardíaco era grave; agora, conforme os exames cardiológicos a que me submeti recentemente, é moderado. Estou vivo e, mais do que isso, podendo estudar, trabalhar, cuidar da família e ser útil à sociedade, conquanto continue doente e tenha de tomar vários medicamentos todos os dias. Hoje, a despeito de ser segunda-feira e de haver terminado minhas férias ontem, dia 30, não fui trabalhar, como deveria ir, pois tive de me submeter a mais exames, para que, na consulta que farei amanhã à tarde, o médico possa avaliar com mais rigor a resposta do meu organismo ao tratamento medicamentoso que vem sendo feito. Ao todo, sete exames de laboratório, fora raios X do tórax: seis de sangue e um de urina. Queria estar com disposição para escrever uma crônica, todavia não estou. Sinto-me desanimado, cansado, aborrecido talvez seja o adjetivo mais apropriado para o momento. Com quem? Com o mundo, com os humanos. Por quê?... Eu sei lá! Nem quero saber. Labilidade, depressão momentânea e corriqueira de um cardiopata. Fica aí, todavia, o registro na página infinita da rede mundial de computadores, registro da minha gratidão a Deus, principalmente. “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum dos seus benefícios” (Sl 103.1-2).
Escrito por Dr. Valdinar M. de Souza às 22h43
[]
[envie esta mensagem]

|