Meu perfil
BRASIL, Norte, MARABA, LARANJEIRA, Homem, Portuguese, English, Livros, Informática e Internet, Arte e cultura
MSN - dr.valdinar@hotmail.com




Arquivos
 15/11/2009 a 21/11/2009
 08/11/2009 a 14/11/2009
 01/11/2009 a 07/11/2009
 11/10/2009 a 17/10/2009
 04/10/2009 a 10/10/2009
 06/09/2009 a 12/09/2009
 30/08/2009 a 05/09/2009
 23/08/2009 a 29/08/2009
 16/08/2009 a 22/08/2009
 09/08/2009 a 15/08/2009
 02/08/2009 a 08/08/2009
 19/07/2009 a 25/07/2009
 12/07/2009 a 18/07/2009
 05/07/2009 a 11/07/2009
 21/06/2009 a 27/06/2009
 07/06/2009 a 13/06/2009
 24/05/2009 a 30/05/2009
 17/05/2009 a 23/05/2009
 10/05/2009 a 16/05/2009
 03/05/2009 a 09/05/2009
 19/04/2009 a 25/04/2009
 28/12/2008 a 03/01/2009
 21/12/2008 a 27/12/2008
 14/12/2008 a 20/12/2008
 16/11/2008 a 22/11/2008
 02/11/2008 a 08/11/2008
 26/10/2008 a 01/11/2008
 19/10/2008 a 25/10/2008
 12/10/2008 a 18/10/2008
 05/10/2008 a 11/10/2008
 28/09/2008 a 04/10/2008
 07/09/2008 a 13/09/2008
 17/08/2008 a 23/08/2008
 27/07/2008 a 02/08/2008
 13/07/2008 a 19/07/2008
 06/07/2008 a 12/07/2008
 24/02/2008 a 01/03/2008
 03/02/2008 a 09/02/2008
 13/01/2008 a 19/01/2008
 06/01/2008 a 12/01/2008
 30/12/2007 a 05/01/2008
 23/12/2007 a 29/12/2007
 09/12/2007 a 15/12/2007
 25/11/2007 a 01/12/2007
 18/11/2007 a 24/11/2007
 08/07/2007 a 14/07/2007
 01/07/2007 a 07/07/2007
 27/05/2007 a 02/06/2007
 22/04/2007 a 28/04/2007
 21/01/2007 a 27/01/2007
 14/01/2007 a 20/01/2007
 24/12/2006 a 30/12/2006
 26/11/2006 a 02/12/2006

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis




Blog do Dr. Valdinar M. de Souza
 


SOLDADINHO DO PIAUÍ

“Hoje resolvi fazer uma ode/ Minha infância.../ Cresci junto com os bodes!”. Ode (que vem do grego, através do latim, e quer dizer canto) é uma composição poética, um poema lírico. E esses versos seriam o início do poema que, no gaiato dizer de Luciano Dias Lopes, seria escrito pelo Euvecio Batista Veras, nosso colega do curso de Direito da Universidade Federal do Pará, Campus de Marabá, turma de 1996. Seria, segundo a gozação do Luciano, a canção do exílio euveciana. Seria a canção do exílio do Soldadinho do Piauí, tal qual a “Canção do exílio”, de Gonçalves Dias.

 

“Soldadinho do Piauí” era como, nas horas de brincadeira, hoje lembradas com enorme saudade, nós chamávamos o Euvecio. “Soldadinho”, porque, segundo ele nos dizia, não gostava de militares. Mas, segundo ele próprio nos contara, quando adolescente, desejara ingressar na Marinha de Guerra e depois desistira, criando (sabe-se lá por que), ojeriza a tudo que é milico. E “do Piauí”, porque, nascido e criado em Parnaíba, Estado do Piauí (a cidade natal do grande Evandro Lins e Silva, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e considerado o maior advogado criminalista do século XX), Euvecio criticava muito o Pará. Aliás, também nascido em Parnaíba e parente consanguíneo de Euvecio, além de conterrâneo, foi o escritor Humberto de Campos Veras, imortal da Academia Brasileira de Letras, que lá plantou ainda criança e, já adulto cronista, fez imortalizar o famoso cajueiro a que fiz alusão, já faz alguns anos, na crônica “Amor das árvores”.

 

Hoje sou advogado. Advogados também são Luciano Dias Lopes, Sílvia Andreza, Vlaviana Brandão, Itamar Caixeta, Ricardo Rosa, Cláudia Chini, Valteir, Jair, Daniela e outros de cujo nome não me lembro no momento. Euvecio Batista Veras, Josias Pereira Falcão e Juliano Juks Costa Souza são servidores da Justiça Federal. Euvecio, no Amazonas, bem próximo da Bolívia; Josias, em Altamira; Juliano, em Marabá. Euvecio, Juliano e Luciano sempre foram mais chegados a mim do que os demais colegas. Euvecio, por sinal, mais do que todos eles, amizade que ainda perdura e só tem se fortalecido ao longo dos anos.

 

O que me fez escrever esta crônica foi uma audiência em que, dia 12 de maio corrente, eu e Luciano atuamos defendendo interesses diversos, no Juizado Especial Criminal (Jecrim) de Marabá. Aí, no processo, pela primeira vez, éramos contrários um ao outro, aliás, defendíamos os interesses de partes contrárias entre si: eu era seu ex adversus e vice-versa. Mas nem houve embate algum, as partes transigiram e fizeram o acordo de pôr fim à lide, que foi homologado pelo magistrado. Melhor assim, para os advogados e para as partes, é óbvio.

 

Mas não foi só por isso. Não foi somente pelo encontro dos amigos advogados e colegas de universidade no mesmo processo. Foi também porque reli há pouco a mensagem que me enviou o Euvecio, à guisa de comentário referente à minha crônica “O cardioapata”, postado  por ele em meu blog, no dia 24 de setembro de 2008, com que, emocionado como em todas as vezes que a leio, encerro esta crônica.

 

 Escreve ele, pela internet, lá do fim do Amazonas: “Boa noite, Saudades. Ontem pensei em sua família, principalmente em seus filhos e hoje falei com você, meu grande amigo, e ao ler estas palavras pude sentir um pouco de sua angústia. Não sei o que falar ou escrever, mas sei de suas vitórias ao longo desta vida, espero e acredito que esta seja mais uma delas. Quantas vezes na vida eu disse que nunca escreveria a você, mas hoje não poderia deixar de escrever esta mensagem. A saudade de você é imensa. Que o Deus de Samuel esteja contigo! Seu Amigo Euvecio.



Escrito por Dr. Valdinar M. de Souza às 09h50
[] [envie esta mensagem
]



 
  [ Ver arquivos anteriores ]