Meu filho Daniel dos Santos Monteiro, de 10 anos, viajou para o interior de São Paulo, a fim de participar, como atleta do Camisa 10 Futebol Clube (suponho que seja esse o nome correto do clube), da Copinha Mercosul de Futebol – 4.ª Copa dos Campeões de Taguaí, de 19 a 28 de janeiro de 2008, na cidade de Taguaí.
Terminados os jogos de sua categoria, o Sub-11, o atleta mirim, que recebeu a medalha de vice-campeão, adoeceu e ficou internado na Santa Casa de Misericórdia de Taguaí, de 28 de janeiro a 1.º de fevereiro, com hepatite A, sob os cuidados profissionais e zelo pessoal da Dr.ª Edilaine Polli, devidamente acompanhado pelo não menos zeloso e dedicado enfermeiro do clube, José Augusto de Souza, o Ciência, designado para acompanhá-lo pelo técnico e dono clube Ubiratan Ramos de Carvalho.
Ao longo do tratamento, tive o apoio da Maçonaria local, na pessoa dos meus irmãos maçons Benedito Aparecido Moraes, de Itajaí, e Edevaldo Scacheti e Arlindo Suldera, de Taguaí. Também pude contar com o apoio do irmão Eugênio Caetano Alegretti, em Marabá, como gerente-geral da Unimed Sul do Pará. Arlindo Suldera, que é membro da diretoria da Santa Casa, além das visitas ao garoto no hospital, quando este recebeu alta médica, mandou deixá-lo, em carro particular, no terminal rodoviário do Tietê, na capital.
Não tenho palavras para expressar gratidão pelo que fizeram ao meu filho aqueles irmãos nem terei jamais condições de lhes retribuir pelo favor que recebi, porque, para mim, é simplesmente impagável. Além de imensamente grato, ser-lhes-ei devedor por toda a vida. Eles me ajudaram na hora em que eu mais necessitava de ajuda, não porque eu sou maçom, mas porque eles o são. O maçom, que tem o dever de considerar iguais e irmãos todos os homens, serve ao próximo, com os recursos e meios de que disponha, porque é maçom. Serve, incondicional e desinteresseiramente, porque servir como pode a quem necessita e trabalhar para o bem da Humanidade é a sua missão.
Nesse sentido é o texto abaixo, intitulado “Você me ajudou porque sou maçom?”, de autor desconhecido, que foi publicado no jornal belenense Tribuna Maçônica, edição n.º 41 (novembro e dezembro de 2007), em que introduzi pequenas alterações.
O carro de um vendedor que viajava pelo interior quebrou e, conversando com um fazendeiro de um campo próximo, eles descobrem que são “irmãos”.
O vendedor está preocupado porque ele tem um compromisso importante na cidade local. “Não se preocupe” – consolou o fazendeiro. “Você pode usar meu carro. Vou chamar um amigo e mandar consertar o carro, enquanto você vai ao seu compromisso” – concluiu. E lá se foi o vendedor.
Passadas algumas horas, o vendedor voltou, mas, infelizmente, o carro precisava de uma peça que chegaria somente no dia seguinte. “Sem problemas” – disse-lhe o fazendeiro. “Use meu telefone e reprograme seu primeiro compromisso de amanhã. Fique conosco hoje, e providenciaremos para que seu carro esteja pronto logo cedo” – arrematou.
A mulher do fazendeiro preparou um jantar maravilhoso e, em seguida, tomaram um pouco de malte puro em uma noite agradável. O vendedor dormiu profundamente e quando acordou lá estava seu carro, consertado e pronto para seguir viagem.
Após um excelente café da manhã, o vendedor agradeceu a ambos, marido e mulher, pela hospitalidade. E, quando ele e o fazendeiro caminhavam para o carro, aquele, dirigindo-se a este, lhe disse: “Meu irmão, muito obrigado, mas preciso lhe perguntar: Você me ajudou porque sou maçom?” E o fazendeiro lhe respondeu: “Não. Eu o ajudei porque eu sou maçom.”