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Blog do Dr. Valdinar M. de Souza
 


A Mulher

Sou apaixonado pela mulher, aliás, pelo sexo feminino, pela fêmea. E digo fêmea com todo o respeito e todo o carinho. Vejo a mulher como o que há de mais belo e mais amável na natureza.

A Bíblia diz, no livro de Gênesis, capítulo 1 versículo 31, que Deus após criar os céus e a terra, mares e peixes, plantas, aves e tudo mais, viu "tudo quanto fizera, e eis que era muito bom".

Depois disso, conforme segue o relatar da criação, Deus trouxe ao homem tudo quanto formara, "todos os animais do campo e todas as aves dos céus", para que o homem desse nome a eles. E este assim o fez, deu nome a todos. Quedou-se triste, contudo, porquanto lhe faltava uma auxiliadora idônea, ou seja, lhe falta a fêmea, para lhe embelezar a vida. E aí Deus criou a mulher.

A mulher, segundo a Bíblia, foi criada por Deus da costela do homem, como osso dos seus ossos e carne da sua carne, para ficar ao seu lado, completando-o e sendo por ele completada. Penso eu, a partir dessa narrativa bíblica e da realidade que vivo como homem, que a mulher e o homem são iguais como ser humano, conforme, aliás, bem o dizem hoje a nossa Constituição Federal e as nossas leis.

 

Companheira, metade ou auxiliadora idônea do homem, a mulher não foi criada para estar à frente dele, nem atrás, nem acima, nem abaixo, mas ao seu lado, em pé de igualdade. Viva a fêmea! Viva a mulher! Ela embeleza a nossa vida e lhe dá sentido, segundo o beneplácito da vontade de Deus.

 

Eu amo a fêmea porque sou macho e sem ela seria incompleto.



Escrito por Dr. Valdinar M. de Souza às 11h46
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Alvorecer da Esperança

Hoje, 4 de julho de 2007, acordei-me às 4h50, porque a Câmelha, minha mulher, viajaria para Imperatriz, Maranhão, onde fará uma ressonância magnética para diagnóstico da causa de uma dor que, há muito, sente na perna direita. Acordei-me não, fui acordado por ela, mas, não obstante tivesse ido dormir quase às 2h, não voltei a dormir. Fiquei acordado, contemplando a beleza indizível do amanhecer, porquanto amo acordar de madrugada e ver o amanhecer, muito embora isso sempre me seja quase impossível por causa do costume de só dormir muito tarde.

 

Orei, por cerca de dez minutos, e depois li, na Bíblia, meu texto preferido para essas horas, Isaías 40,30-31: “Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os mancebos certamente cairão. Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças, subirão com asas como águias: correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.”

 

Esse texto lindo, com os verbos no futuro do presente, é da versão revista e corrigida da tradução de João Ferreira de Almeida de A Bíblia Sagrada. É um texto que me fala à mente e ao coração, de forma profunda, porque, sempre que o leio, relembro os verdes anos da vida, quando, nos idos de 1976 e 1977, na zona rural de São Domingos do Araguaia, ouvia o programa Alvorecer da Esperança, da Igreja Batista Missionária da Amazônia, pela Rádio Clube do Pará, todos os dias, da segunda à sexta-feira, às seis horas da manhã.

 

Fora evangelizado por membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia Movimento de Reforma e resolvera ser crente, mas esbarrara na firme oposição do meu pai, que não gostava de crentes e, por isso, não aceitou de forma alguma que fosse para a Igreja. Vivera o impasse e a responsabilidade para o adolescente de apenas dezesseis anos, escolher uma dentre duas alternativas: ou desobedecer ao pai, sair de  casa e ser crente, ou obedecer a ele, continuar em casa e adiar a decisão.

 

Optei por obedecer a meu pai e deixar para ser crente quando me tornasse adulto, pois não via a bênção de Deus em ir para a Igreja sem o consentimento paterno. Fiquei a ler, sozinho em casa, as Sagradas Escrituras e todo folheto evangélico que chegava às mãos. Também a ouvir os programas evangélicos pelo rádio: o Alvorecer da Esperança, da segunda à sexta-feira, e outros, de denominações diversas, aos domingos. E o Alvorecer da Esperança sempre terminava com um fundo musical e a leitura de Isaías 40,30-31 pelo pastor, de cujo nome já não me lembro.

 

Os anos se passaram e, não obstante me tornasse adulto e assim já pudesse ser crente, passei a ingerir bebidas alcoólicas – tomar uma cachacinha – e a fazer outras coisas comuns daquela idade que adiaram, sobremaneira, minha ida para a Igreja. Somente em 1992 (cerca de 16 anos depois) é que fui para a Igreja Presbiteriana do Brasil, denominação amada na qual, a despeito das minhas imperfeições, que são muitas, tenho servido ao Senhor e sido grandemente abençoado. Meu primeiro pastor, que me batizaria em 1993 e celebraria meu casamento em 1995, foi o reverendo Santinonen Sardinha de Oliveira, que hoje pastoreia uma igreja em Goiânia, Goiás.

 

Após escrever esta crônica, fiquei a meditar, sem camisa, no meio da rua, ouvindo o cantar dos bem-te-vis, de outros passarinhos e dos galos, que alegremente, ainda escuro, saudavam com seu cantar lindo e harmonioso o dia que chegava. Creio que estavam agradecendo a Deus. Sim! Por que não? A natureza como um todo reconhece e proclama a glória de Deus, como diz a Bíblia.

 

Muitos dos homens, a despeito de serem parte da natureza, não o fazem; as árvores e os demais seres creio que sim. Os humanos – penso que, infelizmente, sua maioria esmagadora – são ingratos, insensíveis e maus. E é necessário ter sensibilidade para perceber o muito que há de belo e admirável nas pequenas coisas da realidade: o agir sem maldade da criança, o cantar das aves, as árvores, a chuva, a brisa do amanhecer, o sol radiante da manhã, a voz sussurrante do entardecer.



Escrito por Dr. Valdinar M. de Souza às 10h27
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